Segunda, 17 Junho 2019 01:45

Hospitalhaços, a alegria que chega aos hospitais

Publicado em #Social


Foto: Divulgação

Por Sandro Barros

O palhaço levando sorrisos ao ambiente hospitalar, criando uma atmosfera mais leve, alegre e descontraída para pacientes, familiares e profissionais da Saúde. A humanização hospitalar faz com que o paciente seja mais receptivo ao tratamento. O processo teve início na década de 1960, com participação fundamental do médico americano Hunter Adams, o Patch Adams, que propôs e executou modificações nas relações dentro dos hospitais. É dele a frase “comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento.”

Atualmente, a palhaçoterapia é feita por mais de 700 organizações no Brasil. Uma delas é a Hospitalhaços, ONG sem fins lucrativos fundada em 1999. Para realizar seu trabalho, ela conta com a participação de 350 palhaços humanitários divididos em 37 equipes, além de brinquedistas e outros colaboradores. No momento, ela atende em 31 hospitais localizados em 20 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. A ONG contabiliza 35 mil atendimentos mensais, entre pacientes, acompanhantes e corpo clínico. Além disso, administra oito brinquedotecas e tem três grupos artísticos, um grupo de pesquisa e realiza oficinas e treinamentos constantemente para os voluntários.

Foto: Arquivo pessoal

Um desses voluntários é Carlos André (foto acima), que adota o nome artístico de Palhaço Tonner. “O que me levou a fazer esse trabalho foi o fato de, desde pequeno, eu querer trabalhar com arte, com teatro, com palhaçaria. Anos atrás, tive um AVC e quase morri. Meu período de internação hospitalar me fez vivenciar esse tipo de sofrimento. Quando sai do hospital, decidi resgatar o meu antigo sonho e, ao mesmo tempo, fazer um trabalho voluntário. Daí, quando a Hospitalhaços me ofereceu essa oportunidade, foi um casamento perfeito”, diz.

Mas qualquer um pode ser um palhaço humanizador? Carlos André revela que para trabalhar junto à Hospitalhaços foi necessário ser aprovado em um processo seletivo e, em seguida, receber formação. Tudo isso em um ano e meio, com encontros todos os sábados. “Desde agosto de 2017, quando me formei, sou muito feliz em levar alegria e compartilhar o amor para essas pessoas que passam por momentos difíceis”, enfatiza.

Para seguir adiante em seu propósito, a Hospitalhaços depende de doações financeiras de pessoas físicas e jurídicas. Se tiver interesse em colaborar, acesse o seu site (www.hospitalhaços.org.br) para saber como, além de obter mais informações. E lembre-se: o sorriso é um grande remédio, seja para o coração, para a alma ou até mesmo para o corpo.